sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

sexta-feira 27/11


Horas de ônibus, mp3 no aleatório. Os lugares lá do fundo eram desconfortáveis. O mau humor e o sono tomavam conta de mim. Mas logo nós chegaríam
os. Café da manhã na estrada. Encontro com colegas que estavam em outro ônibus. Então, estávamos em Sampa. Era apenas segunda vez que eu entrava nessa cidade, e tive a mesma impressão: cinza, cinza, tudo cinza! Chegamos cedo. Outro café da manhã. Baden baden. Ok, vamos ao SESC Pompéia.


sesc pompéia - lina bo.

As fotos deixam muito a desejar, só estando lá pra saber como é. E é tão grande... você entra na rua interna e anda, anda e ainda tem coisa pra ver. Visitamos os antigos galpões, hoje lugares transformados, espaços sedentos por abrigar exposições e atividades culturais em geral, com altos pés-direitos, luz, mobiliário pensado detalhadamente; vimos o teatro de dois palcos em um, as famosas cadeiras de Lina, passamos vontade de assistir um show lá; visitamos as torres – de circulação e área esportiva, andamos naquelas rampas, ah, as rampas! subimos de elevador, descemos de escada; almoçamos no SESC ainda; fomos embora maravilhados. Tem gente por todo o lado. São as pessoas realmente fazendo uso do espaço. Idosos, crianças, gente lendo, jogando, correndo. É um lugar que dá certo, sem dúvidas. Apaixono-me outra vez. Ah, Dona Lina! Nada melhor do que essa velha fábrica de tambores ter ido parar em suas mãos. Não é preciso tanta delicadeza pra criar um espaço aconchegante. É preciso atenção ao detalhe, sensibilidade. É preciso parar e observar, se inserir no lugar, ver como as pessoas o utilizam de fato, e a partir dessa essência, usar o poder de ser arquiteto. É o que é possível ver ali, é o que Lina nos ensina.



fau/usp - artigas.

Entramos na cidade universitária e.. meu deus! Não acaba mais, é gigante. Até que descemos do ônibus e foi possível ver o prédio da FAU, como é legal! A pressa de entrar logo, ver todo aquele espaço em concreto e vidro por dentro, sentir como é estar em uma escola com tanta liberdade visual e espacial me impediram de registrar em fotos essa entrada. A vontade era sair correndo por todo o edifício, enfiar o nariz em cada buraquinho, ver todos os espaços. Mas isso teve que esperar um pouco. A princípio, fui feliz em sentar naquele vazio. Aliás, essa é uma das minhas cenas favoritas da viagem: a turma sentada lá, balançando os pezinhos, e olhando por todos os lados, investigando o edifício. Logo após, vieram nos falar dos problemas na cobertura. Que pena. Que pena. Tanta coisa que aprendemos que deu errado. Que está dando errado. Mas o prédio não perde os créditos. Aquela cobertura hipnotiza (com estalactites e tudo). O sono pesou, e a concentração começou a falhar. Depois de breves cochilos involuntários foi a tão esperada hora de circular pela FAU. Invejinha. Vontade de ter um espaço livre assim. A fluidez dos espaços, a abertura, a luz. O prédio carregado de manifestações dos alunos em cada parede. E nós nem temos um canteiro de modelos experimentais. Aprender Arquitetura num lugar pensado para tal, um lugar como aquele, deve ser bem mais divertido. Aposto como seríamos felizes ali.


Ainda na cidade universitária, fomos até a feira do livro da USP. UAU, que vontade de deixar as roupas em SP pra ter mais espaço pra levar livros na mala. Depois de gastar uma grana que sabe-se lá de onde vai sair, fomos para o hotel.
Cansaço. Mas ainda tinha mais. No Brasil, na rua Augusta.

Um comentário:

-- disse...

"ai essas fotos acabando com nossa dignidade.."? que dignidade, srta. amiga da kakau? haeuhaeu

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ei :)