Próxima parada: o primeiro exemplar de residência modernista em nosso país tropical.
casa modernista - gregori warchavchik.
É a típica construção que eu via em livros, aulas, e sempre achei que fosse ficar por isso mesmo.
Não imaginei ir lá tão cedo. Mas felizmente aconteceu. E confesso, ela é maior do que eu imaginei. Ok, talvez nem seja tão grande assim, mas depois de sair da casinha do Artigas, me pareceu gigante. Sinto que me perdi pelos cômodos. Vi coisas que não entendi, que atiçaram a curiosidade. Passagem secreta no banheiro? Piscina? Passear por ali foi uma verdadeira investigação, novamente ficou claro que ver fotos e ler mil textos nunca vão se igualar a sentir a arquitetura pessoalmente. Em cada painel pelo jardim, novas descobertas. Alterações na casa. O cuidado do arquiteto com todo o projeto, incluindo mobiliário, esquadrias, etc. Essa casa representa a racionalidade e funcionalidade modernistas, livre de ornamentações desnecessárias, adaptadas a situação brasileira da época (anos 20), tanto na questão de materiais, como clima e tradições.
Almoço no Liberdade. Estou em outro país? Essa cidade realmente é poly-muita-coisa (com o perdão pelo trocadilho). Polivalente, multicultural, várias caras.
Então, mais uma primeira vez: metrô! É rápido, prático; gostei.
centro cultural são paulo
-erico prado lopes e luis benedito telles -
exposição post-it city.
Encontro dificuldades em escrever sobre o Centro Cultural. Incrível como sua entrada não consta em nenhum arquivo de minha memória. Parece que, de repente, eu já estava lá dentro. Ele some no terreno. Não faz muito sentido, é um espaço tão amplo. Como não estava incluso no meu roteiro mental de São Paulo? Enfim, o lugar me ganhou. Difícil foi decidir o que ver primeiro. O lugar ou a exposição? Post-it primeiro – painéis, vídeos e fotografias; prédio depois – aço, o concreto e o vidro novamente. As rampas me pareceram familiar. Será que é esse o edifício que uma professora citou/mostrou no primeiro atelier de projeto? O lugar tem vida, isso é fato. Pra cada lado que você olha, vê uma atividade diferente. Gente sentada de bobeira, vendo exposições, comendo, lendo. Depois de uma tarde inteira lá, fiz o máximo que consegui, dividi mentalmente o lugar em dois: o grande salão com as rampas divertidas, e todas as exposições; e o teto verde, que é uma praça no meio de tanta verticalização e cinza, e com uma puta vista.

E a noite foi de glória.

E a noite foi de glória.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
ei :)