sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

terça-feira 01/12


O dia começou bem. O café foi a caminho do MASP, encontramos a turma logo após já por lá, esperando o museu abrir. Não era primeira vez que eu ia lá, mas era a primeira que eu entraria no prédio.


masp – lina bo.

Lembro de março de 2009, na primeira vez que eu estive sob aquele vão gigante (30m x 70m, com 8m de altura). Chovia, e eu até tremia de ansiedade. Talvez fosse a primeira obra muito presente em minha vida acadêmica que eu conheceria pessoalmente. O ônibus estava estacionado lá embaixo, mas os 13 metros de desnível, bem como a chuva, mal constam em minha memória.
Dessa vez, no fim do ano, a ansiedade estava em um nível um pouco inferior. Eu já havia subido e descido a Paulista várias vezes, já tinha me deliciado de olhar o MASP. Aquela avenida definitivamente não seria a mesma sem ele. Sempre fico em dúvida sobre qual adjetivo usar pra descrevê-lo: leve ou pesado. Talvez um "pesado que flutua" seja mais adequado. É encantador como a Dona B.B. conseguiu tal nível de continuidade urbana visual e espacial, e como trabalhou bem com os poucos materiais que foram utilizados na obra (basicamente concreto e vidro). Então, o relógio marcou 10 horas, e pudemos entrar. A turma se dispersou lá dentro para ver as exposições de fotografias, pinturas e esculturas. Bateu aquela vontadinha de conseguir ver a cidade estando lá dentro, conforme os planos originais da arquiteta. Pela primeira vez desci e subi pela “rampa-escada”, que eu conhecia só por desenhos. Fiquei olhando o teto do último pavimento e tudo ao meu redor. Agora sim posso dizer: “O MASP? Conheço!”.


Almoçamos olhando o MASP ainda. Depois, outro museu.


mube – paulo mendes.

Juro que talvez eu preferisse não ter ido lá. Justifico-me: não pelo lugar, não pelo projeto, obviamente. Foi ótimo ver a tal pedra de concreto protendido no céu, ter estado no espaço ali embaixo. Ter observado de perto a relação do edifício com a topografia, ter acessado o museu em si – o “subsolo”. Porém, não havia gente, e as grades estavam lá. Se considerarmos que para uma obra arquitetônica ser considerada bem sucedida é necessário além de um bom projeto, que as pessoas o adotem, esse é um edifício que ganha metade de uma estrelinha. Tá, foi positivo ter visitado essa obra. O MuBE não tem culpa de sua administração. E o espaço, sem a menor dúvida, tem seu valor.

[Ih, e o MIS?]


E terça é dia de chopp em dobro. E pra fechar divertido, Geni [ou Gina? Haha].



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